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KARUMBÉ
– PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE TARTARUGAS MARINHAS NO URUGUAI Karumbé é uma ONG envolvida
na pesquisa e conservação de tartarugas marinhas no Uruguai. Criada em 1999
com o objetivo de estudar a situação das tartarugas marinhas no Uruguai e
implantar programas de conservação é formada por uma equipe multidisciplinar
que conta com biólogos, veterinários, oceanólogos, educadores, pescadores e
estudantes. Apesar de não possuir áreas de desova, cinco espécies de
tartarugas marinhas utilizam águas uruguaias como área de alimentação: tartaruga
Verde (Chelonia mydas), cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), Oliva (Lepidochelys olivacea) e tartaruga de-pente (Eretmochelys imbricata).
Como a maioria dos
programas que trabalham atualmente com tartarugas marinhas dirige seus
esforços na conservação das áreas de desova, tal iniciativa proporcionou
avanços a respeito do conhecimento da dinâmica populacional e ciclo de vida
destas espécies. Em 10 anos de atividade, dois problemas mortais às
tartarugas foram identificados: a captura incidental nas diversas atividades pesqueiras
e a contaminação marinha. As artes de pesca atuantes tanto na costa do Rio da
Prata como na costa do Oceano Atlântico interagem freqüentemente com as tartarugas
marinhas. Um número elevado de indivíduos acaba morrendo afogado nas redes de
emalhe costeiro, principalmente tartaruga verde. A pesca realizada por barcos
de arrasto e espinhel pelágico afetam significativamente aos individuos das
especies D. coriacea y C. caretta. A pesca esportiva também
afeta as tartarugas marinhas, em especial aos indivíduos juvenis da espécie C. mydas. Tais impactos das pescarias são
refletidos em muitos encalhes observado ao longo da costa. Normalmente, os
pescadores demonstram respeito por estes antigos répteis e os indivíduos
capturados vivos são devolvidos ao mar e poucos são aqueles que processam e
vendem carapaças ao turismo ou que ocasionalmente consomem carne de
tartaruga. Esta relação de respeito que faz da parceria entre Karumbé e
comunidades de pescadores o melhor método para lograr com a conservação das Mas todo o conhecimento
produzido nas diversas linhas de pesquisa de Karumbé não estaria completo sem
o componente educativo. Tais atividades objetivam gerar uma mudança na
atitude de crianças, jovens, pescadores e turistas, não apenas na conservação
das tartarugas marinhas mas no que diz respeito a sustentabilidade de nossos
atos em relação ao meio ambiente. Tudo o que foi produzido nestes 10 anos são
importantes passos na caminhada em defesa da
conservação das tartarugas marinhas e do ambiente costeiro e marinho. Mas
ainda há muito a ser feito, tanto nacionalmente como regionalmente,
tratando-se de animais que passam por diversos países ao longo de sua vida, o
que gera uma necessidade da criação de estratégia regional de conservação e manejo
populacional. |
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